janeiro 24, 2007

É uma Costa Portuguesa, com certeza...

A Costa Portuguesa tem sofrido vários atentados terroristas de há vários anos a esta parte e a Costa de Caparica é hoje uma perfeita amostra daquilo que é o nosso país: “Um Estado de deixa andar”, ao contrário do propalado Estado de Direito.
No Algarve, no Norte do país, aos poucos na Costa Vicentina, na Linha do Estoril e obviamente na Costa da Caparica.
Como é possível que na maior extensão de areal junto a Lisboa, a capital do Império, seja possível acontecer uma aberração como a que temos visto quase diariamente na Comunicação Social.
As praias da Costa, e não só as da zona da Vila, estão num estado de abandono lastimável, provavelmente desde a década de setenta, oitenta.
Os Bairros de génese ilegal cresceram como cogumelos, desde a Cova do Vapor até à Fonte da Telha e condições de vida desumanas, maus acessos, venda ambulante na via pública, agressões ambientais, lixo, e pessoas convivem diariamente.
Agora fazem realojamentos e desbastam matas!
Há por isso, indignação social.
Foram construídos mamarrachos enormes em frente ao mar, bares e restaurantes sem condições de higiene mínimas e com péssimo aspecto, laboram arduamente há anos.
São inúmeras as obras embargadas, Programas Polis eternos, reconstruções de Esporões, praias sem areia e uma arriba fóssil maltratada.
O abandono vê-se logo ao chegar ao famigerado Ondaparque e alarga-se aos parques de campismo com condições miseráveis e potenciadores de focos de incêndio em larga escala, como já aconteceu.
A analogia pode ser feita a vários níveis, existem “Luzes do Sameiro” pelo país inteiro
E ninguém faz nada… metem areia.
Isso é como lavar sal!
Lado a lado coexiste o famoso Condomínio fechado da Aroeira, a mais recente urbanização dos Capuchos, entre outras, para os golfistas endinheirados que dão primazia ao conforto, à segurança e a uma vista de mar soberba.
Estes vêm os problemas de longe e para eles a Costa se calhar é “ very typical”, e vivem no seu mundinho à parte, embora os que estão lá com os pés assentes na terra, vivam essas questões diariamente.
É tão fácil criticar e não apresentar soluções, mas há soluções, e nós seremos sem sombra de dúvida capazes de as encontrar, basta que se lembrem do que era o Parque das Nações antes de 98.
Não percebo NADA de engenharias, mas deve haver uma solução para resolver a questão do cordão dunar, como há de certeza para a reabilitação urbana de toda esta zona, basta ir a França ou Espanha e ver, imitar os bons exemplos.
Deixar de vez as relações promíscuas entre patos bravos e autarquias, as guerrinhas parvas e inúteis por um lugar na Junta de Freguesia ou na Comissão Politica Concelhia.
Fazer uma fiscalização rigorosa a bares e restaurantes que nos servem sandes manuseadas habilmente por unhas negras como a noite, enquanto ao lado dos copos de imperial se passeia impunemente um valente camarão tigre (vulgo baratas).
A populaça, quando à noite vê o bar de praia na iminência de derrocada, refere, que com o mar não se brinca, tem uma força enorme, e lembram-se que no último verão, depois de largados pela carreira a 10m da praia, tiveram que apanhar sol no pontão, porque a praia não tinha areia e as escadas de acesso, que são reconstruídas pelo menos duas vezes por ano, estavam desfeitas.
Com as condições já não tão naturais, mas mesmo assim, que a Costa oferece, existe a meu ver, que sou um leigo na matéria, um grande potencial turístico, cultural, social e desportivo na zona, que tem que ser aproveitado e servir de mola ao desenvolvimento de uma região, de um país e servir como forma de granjear prestígio além fronteiras.
Se não quiserem ali uma Quinta do Lago, tudo bem, mas pelo menos ofereçam condições de vida dignas aos que ali vivem, passeiam e usufruem do espaço público…ainda que sejam famílias da chamada classe média-baixa da periferia de Lisboa.

JPC

Publicado por JPC em 02:47 PM | Comentários (2) | TrackBack

janeiro 23, 2007

Dunas

As da Costa já foram como divãs.
Hoje...

JPC

Publicado por JPC em 11:21 AM | Comentários (0) | TrackBack